É cada vez maior o interesse dos brasileiros em buscar investimentos. Porém, grande parte das pessoas não sabe por onde começar a investir.

Onde e como investir depende de alguns fatores. Como o perfil do investidor e o nível de risco das operações nas quais pretende empregar seu dinheiro. Além disso, é importante que o investidor faça uma autoanálise do seu nível de conhecimento sobre o mercado financeiro antes de tomar qualquer decisão.

Uma vez definido o perfil do investidor, é necessário definir a quantia que ele poderá dispor sem que sua vida financeira seja prejudicada. Hoje, existem investimentos voltados para todos os públicos, desde iniciantes até profissionais com ampla experiência.

O investidor moderado

Normalmente busca aplicações em renda fixa, que proporcionem bom retorno sem correr riscos expressivos. Alguns exemplos de produtos de renda fixa são:

  • LCI (Letras de Crédito Imobiliário): investimento emitido pelos bancos com data de vencimento estabelecida. Os recursos captados pelo emissor são utilizados para o financiamento de negócios do setor imobiliário. Tudo isso com uma taxa de rentabilidade anual como retorno.
  • LCA (Letras de Crédito do Agronegócio): título de renda fixa emitido pelos bancos como captação direcionada ao setor do agronegócio. Assim como na LCI, a data de vencimento e a taxa de rentabilidade são pré-estabelecidas;
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário): é emitido pelos bancos como forma de captação de recursos com o objetivo de financiar suas atividades. Funciona como um empréstimo para as instituições financeiras. Em troca, o investidor recebe o valor aplicado corrigido com os juros. A data de vencimento é pré-estabelecida e pós-fixada;
  • Títulos Públicos: papéis emitidos pelo Tesouro Nacional com o objetivo de quitar suas dívidas. Como um empréstimo do investidor ao governo. O investimento em títulos públicos é uma modalidade acessível a qualquer tipo de investidor. Hoje, é possível adquirir os títulos com menos de R$50,00. É importante que se observe a data de vencimento do título. Pois, caso o investidor precise se desfazer dele antes do prazo estipulado, o resultado pode ser perda de capital.

Entre os Títulos Públicos, podemos citar:

  • LFT (Letra Financeira do Tesouro): atualmente denominado como Tesouro Selic. É um título cuja rentabilidade segue a variação da taxa Selic. Ele tem data de vencimento pós-fixada e liquidez diária.
  • LTN (Letra do Tesouro Nacional): atualmente denominado como Tesouro Prefixado. Este é um título de liquidez diária com rentabilidade pré-fixada. Isso significa que não é atrelada a nenhum indicador. A data de vencimento também é pré-fixada.
  • NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional – Série B): atualmente denominado como Tesouro IPCA, é um título pós-fixado. Nele a rentabilidade é composta por uma taxa anual definida no momento da compra, acrescido da variação do IPCA, índice da inflação oficial do governo brasileiro. A data de vencimento é pré-fixada.
  • NTN-B (Nota do Tesouro Nacional Série B): atualmente denominado como Tesouro IPCA com Juros Semestrais, é um título pós-fixado, cuja rentabilidade é atrelada à variação da inflação, acrescido de uma taxa de juros. A NTN-B paga esses juros de forma semestral.
  • NTN-F (Nota do Tesouro Nacional – Série F): atualmente denominada como Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, é um título prefixado com rentabilidade atrelada à sua taxa interna de retorno (TIR). Nesse caso, o investidor recebe retornos semestrais de juros.

É importante ressaltar que, para o caso de investimento em renda fixa, existe o Fundo Garantidor de Crédito. O FGC é uma entidade que garante proteção ao capital do investidor, permitindo recuperar ate R$250 mil em depósitos ou créditos em instituições financeiras em caso de falência, intervenção ou liquidação.

O investidor moderado

É aquele que assume riscos um pouco maiores para alcançar uma rentabilidade maior que a média do mercado. Normalmente investe de forma equilibrada em diversas formas de ativos, como fundos de investimento, renda fixa e ações. Nesse caso, são pessoas com maior conhecimento sobre o mercado financeiro, com patrimônio suficiente para diversificar os investimentos e metas de médio e longo prazo, além das de curto prazo.

O investidor agressivo

Possui bom conhecimento do mercado e assume altos riscos para maior rentabilidade em curto e médio prazo. Entretanto, apesar da possibilidade de maior retorno, há também o risco de altas perdas, devido à grande volatilidade da renda variável.

Alguns investimentos agressivos também permitem a alavancagem, mecanismo financeiro que possibilita ao investidor operar valores financeiros maiores que seu patrimônio, ou grandes volumes com uma pequena porção dos recursos. Entre os investimentos agressivos podemos citar fundos multimercados, ações, fundos de ações e derivativos.

Investir de forma consciente, alinhada aos objetivos do investidor e sua tolerância aos riscos do mercado financeiro facilita de forma significativa a conquista das metas. É fundamental que o investidor, seja qual for seu perfil, busque conhecimento a respeito do mercado. Além disso, é imprescindível o acompanhamento de um profissional da área, que o auxiliará em busca do melhor emprego de seus recursos.

Rafael Mendes

About Rafael Mendes

Formado em direito, com MBA em Gestão de Projetos e certificado pelo Sebrae em Análise e Planejamento Financeiro. Atualmente, é operador de dólar, índices e ações, além de responsável pela geração de conteúdo da WM e por auxiliar na área educacional.

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